- Peguem eles – gritou Mom, levantando novamente a sua machadinha para o alto.
- Hugo! – chamou Eduardo esticando a mão.
Ele segurou a mão do irmão e passou por cima das raízes grossas das figueiras. Mom levantou pela terceira vez a sua machadinha, e soltou-a para o alto; o objeto começou a voar sozinho na direção dos garotos; tocava nas raízes sem nenhum esforço, quebrando-as como vidro, na qual os fragmentos se espatifavam no chão. Raquel se levantara do amontoado de folhas secas de um salto: pensou que ganhariam tempo com as raízes fechando o caminho dos goblins. Mas não adiantava nada: Crisco e Trupp escalavam as árvores rapidamente, caindo de galho em galho.
- Como viemos parar aqui? Onde estamos? – disse Eduardo, correndo.
- Aquele goblin falou que era a Floresta de Trion...
- Foi o livro que nos trouxe para cá – explicou Hugo cortando a irmã, olhando para trás e vendo Mom em cima da porca, com o rosto possesso de raiva e, Crisco e Trupp pularem pelos galhos das árvores. – Foi o Grimório...
Mom balançava as rédeas fortemente e a porca vinha correndo desembestada. E Eduardo, Raquel e Hugo passavam com dificuldades por mais raízes logo à frente enquanto a machadinha do goblin as cortava em segundos. Um grunhido forte que a porca dera, avisava que eles estavam se aproximando cada vez mais deles. Eduardo passou a mão na testa. Aproximou-se de Raquel e viu Crisco pendurado em um cipó, apontando-lhes a zarabatana em suas direções.
- Temos é que sair daqui. Procurar um lugar para nos esconder – ofegou Hugo, apavorado ao ouvir os grunhidos da porca verde.
Eduardo tentou descansar, mas não podia; os goblins estavam se aproximando cada vez mais deles.
- Será que eles não vão desistir? – Raquel tossiu ao se afastar de algumas árvores podres e falantes que, os irmãos nem ela deram muita importância.
Hugo olhou a sua frente. Notava que o barulho tomava conta da floresta. Pegou Raquel pelo braço e chamou Eduardo, que correra com todas as forças que possuía. Crisco não estava nada calmo. Parecia que acabara de ser picado por uma abelha. Seu rosto verde e sombrio por cima das árvores transmitia um medo à Raquel quando ela o encarou.
- Vem Raquel – falou Hugo puxando a mão da irmã fortemente pela floresta. – Corre. Eles estão atrás da gente.
- Eu vou pegar vocês garotos! – avisou Mom, pegando a machadinha, que voltara para as suas mãozinhas murchas.
Eduardo estava a dez passos à frente dos irmãos; abria caminho entre os arbustos e os galhos secos das árvores pequenas.
- Ai... Não agüento mais correr. Estou cansada – murmurou a garota de cara azeda.
Hugo olhou mais uma vez para trás e viu as criaturinhas verdes e nanicas saltarem pelos cipós velozmente, sem se cansarem. Mom agora cortava o vento com a machadinha. Eduardo olhou para o alto e, Raquel o acompanhou: galhos podres começavam a cair do alto para atingi-los em cheio. E Hugo viu que era o goblin que estava provocando aquilo; a sua machadinha mágica provocava aquilo e se vacilassem estariam mortos em segundos. Os goblins estavam querendo impedi-los de fugir, mas sabiam que tinham um ponto de vantagem à frente deles: Eduardo, Raquel e Hugo ao menos conheciam o lugar e estavam correndo, descontrolados e sem rumo.
- Vamos pegar vocês. Estão perdidas criancinhas insolentes – gritava Trupp do alto, dando uma gargalhada grotesca.
Raquel olhou para trás; a porca verde se aproximava cada vez mais deles, e Mom em cima, com a machadinha na mão.
- Não agüento mais. Estou muito cansada – repetiu Raquel, umedecendo os lábios.
- Vamos... corra mais um pouco. Já estamos chegando – gaguejou Hugo, desviando de uma grande pedra logo à sua frente.
- Para onde estamos indo afinal? – bradou Raquel, quase tropeçando em um buraco. – Estamos perdidos em uma vasta floresta que nem sabemos onde fica.
- Estamos na Floresta de Trion – exclamou Eduardo, olhando para o sol.
Raquel pareceu não satisfeita.
- E você ao menos sabe onde fica essa floresta? Em que território ou país?
- Não – começou Eduardo, olhando para trás e vendo os globins sorrirem para eles. –, mas sei que estamos na Floresta de Trion. Dentro do livro.
- É – disse Hugo.
Eduardo se calou.
- Você escutou eles falarem quem manda aqui, na Terra de Gandon? – lembrou Raquel reclamando.
Eduardo não soube responder.
- É o próprio feiticeiro – bufou a garota, enfadada.
- Ah, é – Eduardo suspirou sem graça.
Agora dava para ver o sol do ponto onde os garotos corriam. Por mais que estivesse sol, o clima na floresta estava fresquinho. Um cheiro úmido saía das pedras logo à frente. Raquel notara que ao lado havia uma pequena fonte. Quis beber um gole daquela água pura e cristalina, mas foi impedida por Hugo que a puxou antes mesmo de colocar a mão. Agora os goblins estavam a quase doze metros deles. Pareciam que não estavam nem um pouco esgotados com a terrível corrida que estavam fazendo. Ao contrário de Eduardo, Raquel e Hugo que não estavam acostumados a correr tanto quanto estavam correndo. Raquel não agüentava mais correr. Estava esgotada. Seus olhos reviravam de cansaço e uma forte dor de cabeça queimava os seus miolos: a garota chegara ao seu limite.
Crisco apontou a zarabatana na direção dos três. Um sopro e o dardo fora certeiro na nuca de Raquel que, sentiu o corpo mais mole do que nunca. O goblin dera um sorrisinho sarcástico ao conseguir atingir o seu alvo e Mom balançava rapidamente as rédeas da porca, que correu desembestada pela floresta o mais rápido que pôde.
- Hugo! – chamou Eduardo esticando a mão.
Ele segurou a mão do irmão e passou por cima das raízes grossas das figueiras. Mom levantou pela terceira vez a sua machadinha, e soltou-a para o alto; o objeto começou a voar sozinho na direção dos garotos; tocava nas raízes sem nenhum esforço, quebrando-as como vidro, na qual os fragmentos se espatifavam no chão. Raquel se levantara do amontoado de folhas secas de um salto: pensou que ganhariam tempo com as raízes fechando o caminho dos goblins. Mas não adiantava nada: Crisco e Trupp escalavam as árvores rapidamente, caindo de galho em galho.
- Como viemos parar aqui? Onde estamos? – disse Eduardo, correndo.
- Aquele goblin falou que era a Floresta de Trion...
- Foi o livro que nos trouxe para cá – explicou Hugo cortando a irmã, olhando para trás e vendo Mom em cima da porca, com o rosto possesso de raiva e, Crisco e Trupp pularem pelos galhos das árvores. – Foi o Grimório...
Mom balançava as rédeas fortemente e a porca vinha correndo desembestada. E Eduardo, Raquel e Hugo passavam com dificuldades por mais raízes logo à frente enquanto a machadinha do goblin as cortava em segundos. Um grunhido forte que a porca dera, avisava que eles estavam se aproximando cada vez mais deles. Eduardo passou a mão na testa. Aproximou-se de Raquel e viu Crisco pendurado em um cipó, apontando-lhes a zarabatana em suas direções.
- Temos é que sair daqui. Procurar um lugar para nos esconder – ofegou Hugo, apavorado ao ouvir os grunhidos da porca verde.
Eduardo tentou descansar, mas não podia; os goblins estavam se aproximando cada vez mais deles.
- Será que eles não vão desistir? – Raquel tossiu ao se afastar de algumas árvores podres e falantes que, os irmãos nem ela deram muita importância.
Hugo olhou a sua frente. Notava que o barulho tomava conta da floresta. Pegou Raquel pelo braço e chamou Eduardo, que correra com todas as forças que possuía. Crisco não estava nada calmo. Parecia que acabara de ser picado por uma abelha. Seu rosto verde e sombrio por cima das árvores transmitia um medo à Raquel quando ela o encarou.
- Vem Raquel – falou Hugo puxando a mão da irmã fortemente pela floresta. – Corre. Eles estão atrás da gente.
- Eu vou pegar vocês garotos! – avisou Mom, pegando a machadinha, que voltara para as suas mãozinhas murchas.
Eduardo estava a dez passos à frente dos irmãos; abria caminho entre os arbustos e os galhos secos das árvores pequenas.
- Ai... Não agüento mais correr. Estou cansada – murmurou a garota de cara azeda.
Hugo olhou mais uma vez para trás e viu as criaturinhas verdes e nanicas saltarem pelos cipós velozmente, sem se cansarem. Mom agora cortava o vento com a machadinha. Eduardo olhou para o alto e, Raquel o acompanhou: galhos podres começavam a cair do alto para atingi-los em cheio. E Hugo viu que era o goblin que estava provocando aquilo; a sua machadinha mágica provocava aquilo e se vacilassem estariam mortos em segundos. Os goblins estavam querendo impedi-los de fugir, mas sabiam que tinham um ponto de vantagem à frente deles: Eduardo, Raquel e Hugo ao menos conheciam o lugar e estavam correndo, descontrolados e sem rumo.
- Vamos pegar vocês. Estão perdidas criancinhas insolentes – gritava Trupp do alto, dando uma gargalhada grotesca.
Raquel olhou para trás; a porca verde se aproximava cada vez mais deles, e Mom em cima, com a machadinha na mão.
- Não agüento mais. Estou muito cansada – repetiu Raquel, umedecendo os lábios.
- Vamos... corra mais um pouco. Já estamos chegando – gaguejou Hugo, desviando de uma grande pedra logo à sua frente.
- Para onde estamos indo afinal? – bradou Raquel, quase tropeçando em um buraco. – Estamos perdidos em uma vasta floresta que nem sabemos onde fica.
- Estamos na Floresta de Trion – exclamou Eduardo, olhando para o sol.
Raquel pareceu não satisfeita.
- E você ao menos sabe onde fica essa floresta? Em que território ou país?
- Não – começou Eduardo, olhando para trás e vendo os globins sorrirem para eles. –, mas sei que estamos na Floresta de Trion. Dentro do livro.
- É – disse Hugo.
Eduardo se calou.
- Você escutou eles falarem quem manda aqui, na Terra de Gandon? – lembrou Raquel reclamando.
Eduardo não soube responder.
- É o próprio feiticeiro – bufou a garota, enfadada.
- Ah, é – Eduardo suspirou sem graça.
Agora dava para ver o sol do ponto onde os garotos corriam. Por mais que estivesse sol, o clima na floresta estava fresquinho. Um cheiro úmido saía das pedras logo à frente. Raquel notara que ao lado havia uma pequena fonte. Quis beber um gole daquela água pura e cristalina, mas foi impedida por Hugo que a puxou antes mesmo de colocar a mão. Agora os goblins estavam a quase doze metros deles. Pareciam que não estavam nem um pouco esgotados com a terrível corrida que estavam fazendo. Ao contrário de Eduardo, Raquel e Hugo que não estavam acostumados a correr tanto quanto estavam correndo. Raquel não agüentava mais correr. Estava esgotada. Seus olhos reviravam de cansaço e uma forte dor de cabeça queimava os seus miolos: a garota chegara ao seu limite.
Crisco apontou a zarabatana na direção dos três. Um sopro e o dardo fora certeiro na nuca de Raquel que, sentiu o corpo mais mole do que nunca. O goblin dera um sorrisinho sarcástico ao conseguir atingir o seu alvo e Mom balançava rapidamente as rédeas da porca, que correu desembestada pela floresta o mais rápido que pôde.
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