sexta-feira, 23 de abril de 2010

Página 24

- Mas um passo e ele morre! – sentenciou Hugo, amarrando o goblin com a sua própria corda.

- Ele pegou Crisco – gritou o de cara torta, com a rede amarrada na cintura e a boleadeiras na mão murcha.

- Como você se atreve? – resmungo o goblin, amarrado.

Raquel o viu espernear. Tentava se soltar da corda, mas não conseguia. Eduardo tentava segurar a cabeça da criaturinha, só que ela estava descontrolada, arranhando os dedos dos garotos.

- Seu humano nojento – vociferou Trupp. – Temos ordens para prender qualquer humano que estiver andando pela floresta.

- Mas vocês não farão isso. Farão? – perguntou Hugo interessado.

O goblin de cima da porca deu uma gargalhada e todos o acompanharam.

- Olhe o que ele diz Trupp – sorria o que estava em cima da porca verde.

- Cala a boca, Mom! – ordenou Trupp, franzindo a testa, zangado. – Sabem que estão pisando em um terreno muito perigoso, não?

Ouviu-se outra gargalhada, mais forte e medonha que, Eduardo, Raquel e Hugo não souberam de onde veio.

- Gandon gostará de ver esses humanos.

- Eu já falei para você calar essa boca... Mom – berrou o goblin de mau humor, aproximando-se de Hugo, que estava de pé, protegendo os irmãos que, seguravam Crisco com força.

- Com quem você pensa que está falando, Trupp? Gandon pode mandar em tudo isso, mas eu ainda sou o seu líder – vociferou o de cima da porca verde. – Você me deve obediência também!

Hugo se afastou. O goblin se aproximou dele e olhou para o seu rosto: era tão pequeno que mal alcançava os joelhos do garoto.

- Quem é esse tal de Gandon?

Outra gargalhada ouviu-se na floresta. Mom quase caíra de cima da porca quando riu, segurando a barriga. Trupp também deu um risinho cínico.

- Gandon é o maior feiticeiro dessas terras – disse Crisco lançando um ar de surpresa. – A Terra de Gandon como é chamada. É ele quem manda até os Portões de Termidor, o reino da rainha Terrorínea, ao Leste e das Portas de Ertron e Garcmenon, ao Sul.

- O maior feiticeiro! – cantarolou Mom.

- Não! – exclamou Hugo protegendo os irmãos.

Trupp lançou-lhe um olhar de desconfiança. Coçou a cabeça careca e resmungou alguma coisa.

- Gandon é o senhor absoluto de tudo isso. É ele quem manda por essas bandas.

- Então diga a esse tal de Ganddy que não iremos nos entregar tão facilmente – avisou Eduardo, segurando a cabeça de Crisco.

- É Gandon, seu humano idiota. Gandon – acrescentou Trupp dando as costas para eles. – E depois de levá-los para o calabouço ele nos dará vocês e os outros prisioneiros para que possamos nos alimentar.

Hugo olhou para os lados. Tentou achar uma saída mais rápida para sair daquele lugar. Mas as raízes brotadas para fora da terra cercavam todo o caminho. Mom o olhava com aqueles olhinhos ameaçadores de cima da porca e Trupp rosnava alguma coisa que Hugo não conseguia entender direito. Eduardo pegou a zarabatana das mãos de Crisco e a jogou para o lado.

- Seu imbecil! – disse Crisco.

Hugo não pensou duas vezes: deu um chute no estômago de Trupp, que cambaleou em direção à porca, voando a boleadeiras e a rede por cima do seu rostinho de vela derretida. Mom deu um berro tão alto que soou por toda a floresta. Levantou a machadinha para o alto e mexeu as rédeas. Raquel ainda segurava as pernas de Crisco quando sentiu que aquele era o momento de fugirem.

- Vamos embora daqui! – berrou ela, puxando Eduardo e largando o goblin, que começava a se soltar da corda e avistando rapidamente a sua zarabatana.

Capítulo V - Goblins

- O que faremos com eles?
E alguém tossiu.
- Vamos comê-los é claro – disse uma vozinha horripilante, cutucando Eduardo na barriga com uma pequena lança na mão.
- Claro que não. Temos que levá-los à Gandon. Será que você não sabe que tudo têm de passar pelas mãos dele primeiro? Depois é que ele nos dá aqueles que não são mais úteis para ele!
- Eles estão desmaiados – gritou outra vozinha, só que esta era mais rouca e mandona. –Seria muito mais fácil matá-los. Vocês não acham?
Eduardo, Raquel e Hugo estavam desacordados em cima de um amontoado de folhas secas. Depois de minutos Raquel abriu os olhos com esforço, tentou ver o céu entre as copas das gigantescas árvores, mas não deu. Levou a mão na altura da testa e viu uma carinha verde lhe dar um sorriso maldoso. E a garota dera um grito, ao levantar a cabeça e bater no queixo da criaturinha miudinha que, caiu para trás.
- Hugo... Eduardo! Acordem, agora! – pedia Raquel. Não sabia se olhava para as criaturinhas verdes ou balançava os braços dos irmãos. – Que roupas são essas?
Eduardo abriu os olhos. Tentou gritar, mas não saiu nada. A única coisa que pôde fazer foi encolher as pernas. Os três vestiam roupas rasgadas e sujas, como se estivessem ficado presos durante anos em uma cela escura e vazia.
- Quem são eles? – pergunto Hugo, vendo outra criaturinha miudinha aponta-lhe uma zarabatana.
- Cuidado, Crisco!
- Pode ficar tranqüilo... Trupp – falou Crisco, rindo. Apontando a zarabatana para Hugo.
Os três se juntaram (ainda sentados sobre as folhas secas) de costas uns para os outros. E olharam os monstrinhos verdes e cabeçudos armados até os dentes com atenção.
- Quem são vocês? O que querem de nós? – rosnou Hugo, encolhendo as pernas também.
- Estamos com fome. E vocês serão a nossa refeição – anunciou Trupp que estava com uma boleadeiras na mãozinha.
- Quem são vocês? – repetiu Eduardo; a coragem o abandonava pouco a pouco.
- Somos os goblins. Os senhores de Terr... digo... da Floresta de Trion – disse um deles em cima de uma porca verde, com malhas brancas na parte inferior do corpo. –, depois de Gandon é claro.
- Afastem-se de nós! – mandou Raquel, apontando para frente.
Crisco lhe deu um sorriso maldoso, estava a sua frente, rangendo os dentes de raiva, com a zarabatana na mão. Coçou o longo nariz torto e disse:
- Menina metida. Nojenta... insolente... feia.
Os três goblins estavam rodeando eles. Hugo sabia que seria muito arriscado sair correndo. Não conheciam nada daquele lugar.
- Vamos amarrá-los. Os levaremos para Terr... – disse o goblin de cara torta, que segurava a boleadeiras firmemente. –, digo... os levaremos à Gandon.
- Não seria melhor matá-los primeiro? Ficaria mais fácil para carregá-los! – riu o outro que estava em cima da porca verde. Segurando as rédeas fortemente, como se estivesse em cima de um cavalo.
Raquel se assustou. Eduardo viu o goblin de sorriso maldoso retirar uma corda da cintura ainda com a zarabatana na mão. Mas Hugo se jogou para o lado dando um soco no rosto da criaturinha.

sábado, 10 de abril de 2010

Página 22

Um puxão que Eduardo deu e o livro pulou em suas mãos. E o véu colorido saíra dele novamente, mas forte e brilhante do que antes. Eduardo sentiu uma coragem repentina que ele nunca sentira antes.

- Que mal tem em abri-lo?

- Não! – berrou Hugo, esticando as mãos para pegar o livro de volta, mas ele não queria sair das mãos de seu novo dono. – Não sabemos o que ele guarda.

- Hugo tem razão – concordou Raquel, vendo Eduardo forçar o trinco do livro com força.

- Vamos correr esse risco então... – disse Eduardo, mais corajoso do que nunca.

E a dor na canela passara no instante em que ele apertou o trinco, com mais força do que antes.

Hugo franziu a testa e Raquel fechara os olhos. Eduardo abriu o livro e viu um jato verde com listras brancas ricochetear pela casa, indo ate o teto e segundos depois, pairar no ar: e começou a flutuar por tudo quanto era cômodo da casa. Raquel abriu um olho, assim que viu o jato verde se transformar em um grande véu colorido. Hugo arregalou os olhos para o lado e viu a vela vermelha derretida até o meio acender do nada.

- Viu o que você fez? Feche esse livro!

- Não dá – respondeu Eduardo ao irmão.

Raquel viu sair da vela vermelha uma fumacinha misteriosa que começava a contorná-los e entrar no Grimório. Mordeu os lábios e viu o jato verde com listras brancas voltar com toda a velocidade para dentro do livro. Eduardo olhou para a escada e o gato preto continuava lá, igual a uma estátua, com aqueles olhos amarelos, fixados neles. Olhou para os lados e viu a vela apagar-se.

E Eduardo, Raquel e Hugo sentiram seus corpos flutuarem, ao desencostarem do chão – e as roupas pareciam desprender-se dos corpos deles, de forma abrupta, feito puxões desesperadores, como se alguém estivesse ateando fogo neles – e em fração de segundo foram puxados para dentro do livro. Um estampido forte e o livro se fechara, desaparecendo da sala com eles. Mais um miado, e a Casa dos Horrores mergulhou em total silêncio.

Página 21

- Um pouco – começou Hugo apalpando o livro. – Um Grimório é um livro de conhecimentos mágicos escrito entre o final da Idade Média e o século XVIII. Alguns livros contêm correspondências astrológicas, listas de anjos e demônios, orientações sobre como efetuar feitiços ou misturar remédios, conjurar entidades sobrenaturais e da feitura de talismãs. Ufa. Acho que é só isso mesmo.
E o garoto passou a mão na capa do livro e apalpou com cuidado as letras de ouro, que reluziam mais do que o sol em um daqueles dias de verão.
- Eu não sabia que você conhecia essas coisas – espantou-se Eduardo.
- Há coisas que você ainda não sabe sobre mim!
Raquel cruzou as pernas, em posição de lótus e olhou para o rosto sem graça de Eduardo.
- Tem alguma coisa atrás – disse a garota, esticando a mão.
Hugo virou o Grimório.
- Parece um comunicado...
- ... ou coisa parecida. – cortou Eduardo, mais sem graça que da primeira vez.
Eram letras bem miudinhas. Um texto para Eduardo, que odiava ler. Hugo com nenhum esforço leu:

“Dentro do meu peito dormia um anjo. Dentro da minha cabeça o demônio esperava... Eu sou aquele que preferiu a razão.”
Magia oculta é magia a descobrir.

- É uma ordem restrita para quem possuir o Grimório!
- Será que deveríamos abri-lo? – falou Raquel, fitando os irmãos.
Eduardo engoliu em seco, mas não conseguiu dizer mais nada.
- O que você acha? – disse Hugo, cansado.
- Acho que deveríamos guardá-lo onde estava! – recomendou Eduardo, tentando puxar com esforço o livro das mãos de Hugo.
O garoto se esquivou e Eduardo bufou.
- Vocês nunca me escutam!
- Aqui não diz nada sobre não abrir o Grimório – explicou Hugo, erguendo as sobrancelhas.
De repente os três ouviram um ruído da escada. Era mais uma vez o gato preto que, começava a encará-los.
- Viram? Ele é o dono desse livro. Ele o quer de volta. Senão... – Eduardo apontou para o gato na escada.
- O... que... esse gato... pode fazer? – gaguejou Raquel.
Hugo olhou para os irmãos.
- Isso aqui ó – Eduardo pegara a mão da irmã, onde o gato a havia arranhado. – Ué? Cadê o arranhão?
Eduardo pareceu repentinamente aflito.
- Sumiu? E eu nem tinha notado – disse Raquel surpresa.
- Como sumiu? – espantou-se Eduardo. – Como?
- Acho que deve ter sumido quando ela tocou no Grimório – deduziu Hugo, rouco.
- Ah, qual é? – protestou Eduardo. – Agora você vai dizer que esse livro tem poderes curativos?
- Não! Mas tem poderes mágicos – disse Hugo.
Eduardo encarou Raquel com aqueles olhos mais claros que os dela.
- Mas, então? – baliu ele.
- Então o quê? – repetiu Hugo.
- Se eu o tocar então. A minha canela ficará boa?
- Tenta – exclamou Hugo dando o livro nas mãos do irmão. Mas o livro não queria largá-lo. Queria ficar preso em suas mãos.
- Tente puxá-lo – mandou Raquel.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Página 20

Por fim o garoto pôde retirar o pé do degrau podre. Hugo agarrou a mão do irmão e o guiou para perto do caldeirão fuliginoso. Raquel ficou onde estava. Fixou os olhos entre a madeira quebrada e empertigou-se.

- O que será isso? Brilha como ouro!

- Do que você está falando? – rosnou Eduardo, apertando a canela com as mãos.

Raquel como sempre não lhe dera atenção. Continuava a fixar os olhos para o degrau quebrado.

- É um fundo falso. Por isso que quebrou – disse ela, por alto.

- O que foi Raquel? – perguntou Hugo, sentado ao lado de Eduardo que bocejava sem parar.

E mais uma vez a garota não deu atenção.

- O que deve ser isso que está brilhando aqui dentro?

A garota colocou a mão pálida dentro do degrau quebrado, que agora era um fundo falso e muito escuro.

- É um fundo falso mesmo. E tem alguma coisa dura aqui... – disse ela, apalpando alguma coisa.

E puxou.

- Um livro! O que um livro estaria fazendo em um fundo falso de um degrau?

Eduardo sentiu os olhos arderem e as pálpebras delatarem com a claridade que saía do livro dourado. E Hugo fechara os olhos para não sentir a terrível sensação que o irmão sentiu ao olhar para o objeto.

- Onde estava? – arquejou Eduardo, misterioso.

Raquel segurava o livro com tanta força, que parecia não querer largá-lo. E Eduardo e Hugo pensaram por um instante que a irmã não queria lhes mostrar.

- É um livro... um Grimório!

- Um o quê? – admirou-se Eduardo, vendo a irmã se sentar entre Hugo e ele.

Hugo esticou a mão.

- Deixe-me vê-lo!

Raquel resmungara alguma coisa.

- Por quê? Ele parece que não quer sair das minhas mãos!

Eduardo contestou.

- Dê à ele logo e pare de frescura!

- N-Não p-posso e-eu j-já d-disse.

Hugo se aproximou de Raquel.

- Um Grimório? E estava escondido no degrau! – falou ele, fixando os olhos no livro.

- Era na verdade um fundo falso. Com o pisão de cavalo que Eduardo deu. Ajudou a quebrá-lo.

Eduardo se ofendeu.

- Eu não tenho pisão de cavalo!

- Ah... você tem! – ofendeu Raquel, segurando o Grimório fortemente.

- Não tenho não – guinchou Eduardo, tremendo ao falar.

- Tem e ponto final – disse Raquel finalmente.

- Mande ela parar Hugo – queixou-se Eduardo.

Hugo adiantou-se, muito nervoso. Tremendo de raiva.

- Já chega vocês! – cortou ele, puxando o livro com força das mãos da irmã.

Eduardo viu o rosto de Raquel ofuscado com a luz que saiu do livro. Parecendo a um véu colorido. Um tipo de magia que o livro possuía e que talvez escondia há séculos.

- Viu como ele sai da sua mão. Agradeça a mim por ter achado esse Grimório. Porque se eu não tivesse afundado o meu pé no degrau você nunca o teria achado – vociferou Eduardo, fazendo massagem na canela machucada.

Hugo examinou-o cuidadosamente.

- É um Grimório mesmo.

Raquel virou os olhos. Nem prestou atenção no que Eduardo resmungava.

- E você ao menos sabe o que é um Grimório?

Capítulo IV - GRIMÓRIO

- Eu vou pegar vocês. Ah... vou.
Eduardo correu para um lado e Hugo para o outro enquanto Raquel tentava agarrar um dos dois.
- Não está mais com medinho Eduzinho? – murmurou Raquel ao ver Eduardo desviar dela.
- Raquel? – Hugo descera pela escada de gancho, perto da lareira.
- Hugo! – gritou Eduardo desesperado ao lado da irmã.
A escada de ganchos se soltara da madeira podre e Hugo se equilibrou no alto para não cair. Raquel puxara a mão do irmão com força e Eduardo desceu a escada de madeira. Descia com tanta força nos pés que se confundia a um cavalo chucro.
- Estou bem! – berrou Hugo descendo a escada de gancho. Raquel continuava a segurá-la para que o irmão pudesse descer em segurança.
Eduardo parou em um degrau anterior, no qual estava sentado. Quando colocou o pé em cima do degrau ele afundou. Tentou tirar, mas não pôde. Tentou puxar a perna com os dois braços, mas o seu sapato estava preso entre as farpas da madeira.
- Me ajudem! Por favor!
Raquel correu para ajudá-lo. Largou a escada e desceu pela outra. Hugo foi andando depressa. Tentava acalmar o irmão. Mas era em vão; Eduardo estava aflito em ver o pé preso entre a madeira podre.
- Raquel. Você empurra e eu solto – Hugo conferia o pé do irmão.
- Está doendo! – choramingou Eduardo.
- Não é melhor a gente tirar esses pedaços de madeira primeiro? – sugeriu a garota, segurando os ombros do irmão que não parava de choramingar de dor. – Acho que assim doeria menos. Você não acha?
Hugo olhou para Raquel.
- Espera aí!
- Uma farpa entrou na canela dele. Por isso está doendo! – disse Raquel sacudindo os ombros.
Eduardo tinha o ar abatido.
- Está doendo!
- Agüenta mais um pouco! – pediu Hugo, quebrando um pedaço da madeira com a ajuda da irmã.
Eduardo olhou para cima e viu o gato preto miar. Seus olhos amarelos o encaravam como se quisesse lhe dizer alguma coisa. E os olhos do garoto cheios de lágrimas encontraram os do animal. A cada miado que ele dava o garoto sentia uma dor insuportável. Voltou a olhar para os lados e viu Raquel ajudando Hugo a trazer um machado todo enferrujado do armário de vassouras e os dois começavam a quebrar a madeira ao redor de sua perna. Quando voltou a olhar para cima não viu mais o gato. Olhou para os lados e nada. Viu a vela vermelha derretida até o meio, em cima da caveira amarelada e descarnada arder lentamente. Deu uma piscadela e lá estava o animal. Deslizando entre os móveis velhos. Miou uma vez e Eduardo sentiu a canela latejar, miou pela segunda vez e o garoto voltou a sentir outro formigão.
- Andem logo! – ordenou ele, vendo o gato desaparecer novamente e a vela apagar-se sozinha.
- Se retirarmos o seu pé com força poderíamos te machucar mais ainda – bradara Hugo, segurando a panturrilha do irmão e puxando-a para cima. – Força... mais uma vez. Solte. Vamos agora... solte!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Página 18

- Porque as irmãs foram mortas antes – Eduardo completara a frase da irmã.

Raquel os encarou.

- Olhem aqui. Se vocês completarem mais uma vez as minhas frases. Eu juro que...

- Você vai fazer o quê? – novamente Eduardo se pronunciou, saindo do quarto de estoques.

Hugo deu uma fungada no pescoço da irmã e correu.

- Vocês vão ver! Eu vou pegar vocês!