- Um pouco – começou Hugo apalpando o livro. – Um Grimório é um livro de conhecimentos mágicos escrito entre o final da Idade Média e o século XVIII. Alguns livros contêm correspondências astrológicas, listas de anjos e demônios, orientações sobre como efetuar feitiços ou misturar remédios, conjurar entidades sobrenaturais e da feitura de talismãs. Ufa. Acho que é só isso mesmo.
E o garoto passou a mão na capa do livro e apalpou com cuidado as letras de ouro, que reluziam mais do que o sol em um daqueles dias de verão.
- Eu não sabia que você conhecia essas coisas – espantou-se Eduardo.
- Há coisas que você ainda não sabe sobre mim!
Raquel cruzou as pernas, em posição de lótus e olhou para o rosto sem graça de Eduardo.
- Tem alguma coisa atrás – disse a garota, esticando a mão.
Hugo virou o Grimório.
- Parece um comunicado...
- ... ou coisa parecida. – cortou Eduardo, mais sem graça que da primeira vez.
Eram letras bem miudinhas. Um texto para Eduardo, que odiava ler. Hugo com nenhum esforço leu:
“Dentro do meu peito dormia um anjo. Dentro da minha cabeça o demônio esperava... Eu sou aquele que preferiu a razão.”
Magia oculta é magia a descobrir.
- É uma ordem restrita para quem possuir o Grimório!
- Será que deveríamos abri-lo? – falou Raquel, fitando os irmãos.
Eduardo engoliu em seco, mas não conseguiu dizer mais nada.
- O que você acha? – disse Hugo, cansado.
- Acho que deveríamos guardá-lo onde estava! – recomendou Eduardo, tentando puxar com esforço o livro das mãos de Hugo.
O garoto se esquivou e Eduardo bufou.
- Vocês nunca me escutam!
- Aqui não diz nada sobre não abrir o Grimório – explicou Hugo, erguendo as sobrancelhas.
De repente os três ouviram um ruído da escada. Era mais uma vez o gato preto que, começava a encará-los.
- Viram? Ele é o dono desse livro. Ele o quer de volta. Senão... – Eduardo apontou para o gato na escada.
- O... que... esse gato... pode fazer? – gaguejou Raquel.
Hugo olhou para os irmãos.
- Isso aqui ó – Eduardo pegara a mão da irmã, onde o gato a havia arranhado. – Ué? Cadê o arranhão?
Eduardo pareceu repentinamente aflito.
- Sumiu? E eu nem tinha notado – disse Raquel surpresa.
- Como sumiu? – espantou-se Eduardo. – Como?
- Acho que deve ter sumido quando ela tocou no Grimório – deduziu Hugo, rouco.
- Ah, qual é? – protestou Eduardo. – Agora você vai dizer que esse livro tem poderes curativos?
- Não! Mas tem poderes mágicos – disse Hugo.
Eduardo encarou Raquel com aqueles olhos mais claros que os dela.
- Mas, então? – baliu ele.
- Então o quê? – repetiu Hugo.
- Se eu o tocar então. A minha canela ficará boa?
- Tenta – exclamou Hugo dando o livro nas mãos do irmão. Mas o livro não queria largá-lo. Queria ficar preso em suas mãos.
- Tente puxá-lo – mandou Raquel.
E o garoto passou a mão na capa do livro e apalpou com cuidado as letras de ouro, que reluziam mais do que o sol em um daqueles dias de verão.
- Eu não sabia que você conhecia essas coisas – espantou-se Eduardo.
- Há coisas que você ainda não sabe sobre mim!
Raquel cruzou as pernas, em posição de lótus e olhou para o rosto sem graça de Eduardo.
- Tem alguma coisa atrás – disse a garota, esticando a mão.
Hugo virou o Grimório.
- Parece um comunicado...
- ... ou coisa parecida. – cortou Eduardo, mais sem graça que da primeira vez.
Eram letras bem miudinhas. Um texto para Eduardo, que odiava ler. Hugo com nenhum esforço leu:
“Dentro do meu peito dormia um anjo. Dentro da minha cabeça o demônio esperava... Eu sou aquele que preferiu a razão.”
Magia oculta é magia a descobrir.
- É uma ordem restrita para quem possuir o Grimório!
- Será que deveríamos abri-lo? – falou Raquel, fitando os irmãos.
Eduardo engoliu em seco, mas não conseguiu dizer mais nada.
- O que você acha? – disse Hugo, cansado.
- Acho que deveríamos guardá-lo onde estava! – recomendou Eduardo, tentando puxar com esforço o livro das mãos de Hugo.
O garoto se esquivou e Eduardo bufou.
- Vocês nunca me escutam!
- Aqui não diz nada sobre não abrir o Grimório – explicou Hugo, erguendo as sobrancelhas.
De repente os três ouviram um ruído da escada. Era mais uma vez o gato preto que, começava a encará-los.
- Viram? Ele é o dono desse livro. Ele o quer de volta. Senão... – Eduardo apontou para o gato na escada.
- O... que... esse gato... pode fazer? – gaguejou Raquel.
Hugo olhou para os irmãos.
- Isso aqui ó – Eduardo pegara a mão da irmã, onde o gato a havia arranhado. – Ué? Cadê o arranhão?
Eduardo pareceu repentinamente aflito.
- Sumiu? E eu nem tinha notado – disse Raquel surpresa.
- Como sumiu? – espantou-se Eduardo. – Como?
- Acho que deve ter sumido quando ela tocou no Grimório – deduziu Hugo, rouco.
- Ah, qual é? – protestou Eduardo. – Agora você vai dizer que esse livro tem poderes curativos?
- Não! Mas tem poderes mágicos – disse Hugo.
Eduardo encarou Raquel com aqueles olhos mais claros que os dela.
- Mas, então? – baliu ele.
- Então o quê? – repetiu Hugo.
- Se eu o tocar então. A minha canela ficará boa?
- Tenta – exclamou Hugo dando o livro nas mãos do irmão. Mas o livro não queria largá-lo. Queria ficar preso em suas mãos.
- Tente puxá-lo – mandou Raquel.
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