Raquel correu para o lado da mãe, batendo no calcanhar de Eduardo, que parou para ver os retratos na parede. Hugo estava distraído e tropeçou numa farpa desencaixada do assoalho, empurrando o irmão para frente. E Eduardo viu os retratos em preto e branco bem no alto. E logo abaixo estavam os nomes referentes a cada um, gravados em uma plaquinha de prata. O garoto ficou na ponta dos pés e leu; Rosmarina de Oliveira Ferraz (era o nome da bisavó que a mãe dele sempre falava) de mãos dadas com um velho bigodudo, que mais parecia a uma taturana pregada no rosto. Eduardo se aproximou para ver melhor o nome borrado do homem na plaquinha: Roberto Ferraz; de certo era o bisavô que ele sequer vira por fotos, mas que ouvira a mãe dizer por alto o nome dele. E mais adiante estava tia Klara, uma enorme bola de vestido. As bochechas mais rosadas que as de Raquel e os cabelos encaracolados, bem clarinhos. Era assim mesmo que Eduardo se lembrava dela, só que mais velha e mais gorda. Parou diante dos porta-retratos e não soube identificar quem eram as pessoas. Passou a mão no mais bizarro de todos;
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