- Está bem... Está bem! Tome mais uma fatia...
Hugo engoliu em seco e voltou a comer.
- Empadão – exclamou Raquel esticando a mão.
Depois de quase meia hora a Sra. Mafalda retornara com uma caixinha de fósforo nas mãos e Gabriel vinha do lado contrário com outra.
- Já acendi as velas vovó – disse Gabriel, passando pela mesa e indo até a cozinha. – Acho que os geradores queimaram novamente.
- Obrigada filho – agradeceu à velha, acendendo todas as velas que estavam nos candelabros da copa.
Eduardo estava empanzinado. Não agüentava comer mais nada. A boca de Raquel estava cheia quando falou com Hugo. Não demorou muito e a Sra. Petre apareceu na copa, com tia Klara segurando a sua mão.
Lá fora não se ouvia mais o canto dos pássaros e nem o barulho do vento. Agora escutava-se o zumbido dos mosquitos. A lua estava cheia e nunca Eduardo, Raquel e Hugo viram um céu tão estrelado como aquele na cidade.
No dia seguinte a Sra. Petre acordou bem cedo. Ao abrir às cortinas a mulher se assustou em ver os filhos brincarem de esconde-esconde. Ela abriu a janela e inspirou profundamente. Sentiu um ar fresco penetrar as suas narinas e apoiou os cotovelos no parapeito da janela, observando atentamente os filhos rindo, embaixo de uma árvore. Os três estavam tão distraídos que nem notaram a presença da mãe no alto, olhando para eles.
Hugo se virou para Raquel e começou a fazer cócegas na barriga da irmã.
- Não... ai... não... Hugo! – ria Raquel.
Eduardo parecia impressionado.
- Mamãe!
Pela primeira vez os garotos viram a mãe sorrir.
- Já tomaram o café?
- Sim – respondeu Raquel, rouca de tanto rir.
Eduardo e Hugo disseram sim com a cabeça e viram a mãe sair de perto da janela.
- Raquel! Aonde você vai. Vem para cá – berrou Hugo, correndo atrás da irmã. Eduardo tropeçou em um morrinho de terra e seguiu os irmãos.
Raquel fora correndo para o grande carvalho verde, nos limites da propriedade, onde o balanço de pneu estava. Os galhos e o capinzal amarelo não paravam de balançar com a força do vento quando eles se aproximaram da árvore.
- Que balanço legal – disse Raquel com um sorriso eufórico.
Ela lançou um olhar atento aos irmãos, como se esperasse que eles dissessem alguma coisa, mas eles continuavam calados, por isso ela recomeçou:
- Qual é? Vocês não vão me balançar?
- Hã – disse Hugo, levantando a sobrancelha direita.
Raquel se espreguiçou em cima do balanço.
- Bem forte.
Eduardo e Hugo deram risadinhas.
- Se prepare então! – sugeriu Eduardo animado.
E os dois começaram a balançá-la fortemente.
- O que é aquilo? – perguntou Raquel indicando com o dedo, ainda em cima do balanço.
Eduardo e Hugo pararam de balançar e viram Raquel correr novamente sem rumo. A garota desceu uma ribanceirazinha, quase caindo de cara no alambrado que dividia um terreno do outro.
- Aquela casa velha. Parece estar abandonada – falou Raquel certa de que a casa não tinha dono.
- Parece abandonada mesmo – repetiu Eduardo se aproximando cada vez mais do alambrado.
- O que será que guarda? – perguntou Hugo curioso.
Hugo engoliu em seco e voltou a comer.
- Empadão – exclamou Raquel esticando a mão.
Depois de quase meia hora a Sra. Mafalda retornara com uma caixinha de fósforo nas mãos e Gabriel vinha do lado contrário com outra.
- Já acendi as velas vovó – disse Gabriel, passando pela mesa e indo até a cozinha. – Acho que os geradores queimaram novamente.
- Obrigada filho – agradeceu à velha, acendendo todas as velas que estavam nos candelabros da copa.
Eduardo estava empanzinado. Não agüentava comer mais nada. A boca de Raquel estava cheia quando falou com Hugo. Não demorou muito e a Sra. Petre apareceu na copa, com tia Klara segurando a sua mão.
Lá fora não se ouvia mais o canto dos pássaros e nem o barulho do vento. Agora escutava-se o zumbido dos mosquitos. A lua estava cheia e nunca Eduardo, Raquel e Hugo viram um céu tão estrelado como aquele na cidade.
No dia seguinte a Sra. Petre acordou bem cedo. Ao abrir às cortinas a mulher se assustou em ver os filhos brincarem de esconde-esconde. Ela abriu a janela e inspirou profundamente. Sentiu um ar fresco penetrar as suas narinas e apoiou os cotovelos no parapeito da janela, observando atentamente os filhos rindo, embaixo de uma árvore. Os três estavam tão distraídos que nem notaram a presença da mãe no alto, olhando para eles.
Hugo se virou para Raquel e começou a fazer cócegas na barriga da irmã.
- Não... ai... não... Hugo! – ria Raquel.
Eduardo parecia impressionado.
- Mamãe!
Pela primeira vez os garotos viram a mãe sorrir.
- Já tomaram o café?
- Sim – respondeu Raquel, rouca de tanto rir.
Eduardo e Hugo disseram sim com a cabeça e viram a mãe sair de perto da janela.
- Raquel! Aonde você vai. Vem para cá – berrou Hugo, correndo atrás da irmã. Eduardo tropeçou em um morrinho de terra e seguiu os irmãos.
Raquel fora correndo para o grande carvalho verde, nos limites da propriedade, onde o balanço de pneu estava. Os galhos e o capinzal amarelo não paravam de balançar com a força do vento quando eles se aproximaram da árvore.
- Que balanço legal – disse Raquel com um sorriso eufórico.
Ela lançou um olhar atento aos irmãos, como se esperasse que eles dissessem alguma coisa, mas eles continuavam calados, por isso ela recomeçou:
- Qual é? Vocês não vão me balançar?
- Hã – disse Hugo, levantando a sobrancelha direita.
Raquel se espreguiçou em cima do balanço.
- Bem forte.
Eduardo e Hugo deram risadinhas.
- Se prepare então! – sugeriu Eduardo animado.
E os dois começaram a balançá-la fortemente.
- O que é aquilo? – perguntou Raquel indicando com o dedo, ainda em cima do balanço.
Eduardo e Hugo pararam de balançar e viram Raquel correr novamente sem rumo. A garota desceu uma ribanceirazinha, quase caindo de cara no alambrado que dividia um terreno do outro.
- Aquela casa velha. Parece estar abandonada – falou Raquel certa de que a casa não tinha dono.
- Parece abandonada mesmo – repetiu Eduardo se aproximando cada vez mais do alambrado.
- O que será que guarda? – perguntou Hugo curioso.
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