Eduardo viu Gabriel se afastar deles. Ficou encucado com as palavras assustadoras que o garoto falara da Casa dos Horrores. Hugo e Raquel eram os únicos que sentiam uma possível aventura fluir no ar. Não estavam com medo da casa velha nem das palavras de Gabriel. Estavam convencidos em saber mais um pouco sobre as irmãs Farrow.
O sol de meio-dia ficava cada vez mais forte. Mas Eduardo ficou ali, com os irmãos, perto do alambrado, observando a casa das bruxas. Olhavam-na fixamente; parecia que alguma coisa os atraia para dentro; talvez fosse por isso que ninguém se atrevia a chegar perto dela. E Raquel olhou para o poço e viu centenas de gralhas, negras como a noite, com aqueles olhos amarelos como o sol, fixados na casa. O som que elas faziam assustava cada vez mais Eduardo que, estava atrás de Hugo e de Raquel. A árvore seca e sem vida em frente a casa não parava de mexer os galhos com a força do vento. Tudo ao redor era morto e vazio. As árvores em torno da propriedade antiga estavam com os galhos secos e retorcidos para baixo, as flores do jardim estavam podres e murchas, e a terra seca e empedrada como um deserto. Ao contrário do lado onde eles estavam; um campo verde e florido.
- Vocês não vêm? – repetia Eduardo a toda hora. – Se vocês quiserem ficar aqui tudo bem. Mas eu vou embora!
Hugo pensou por um instante. Olhou a casa novamente e agarrou a mão de Raquel para ajudá-la a subir a ribanceirazinha.
- Eu não sei o que vocês viram nessa casa horrorosa. O nome mesmo já diz: Casa dos Horrores. Sabe... eu não vi nada de interessante nela...
- Não seja tão modesto... Edu. Eu sei que você se interessou pela casa mais do que a gente nela – cortou Hugo, passando com a irmã pelo balanço de pneu.
Eduardo estremeceu ao falar.
- Eu? Vocês estão loucos ou o quê? – ofegou ele. – Vocês ouviram o que Gabriel falou: afastem-se daquela casa.
- Ele não falou exatamente isso – corrigiu Raquel, soltando a mão de Hugo e esmurrando o vento. – Ele disse apenas; é a casa abandonada mais assustadora dessa redondeza.
Eduardo a encarou e resmungou:
- Mas mesmo assim. Não podemos ir lá.
O pouco de ânimo que Raquel sentira despencou.
- Ei... espera aí... eu sou uma menina e não estou com tanto medo quanto você. Eduzinho da mamãe.
Hugo riu.
- Não estou com medo! – disse Eduardo, rangendo os dentes.
- Está sim – zombava Raquel, tentando alcançar as orelhas do irmão para lhe dar um beliscão. –, olha a sua cara.
Eduardo ficou calado.
- Inho... inho... inho... o Eduzinho tem medinho – cantarolavam Raquel e Hugo.
Eduardo parou bufando. Olhou no rosto dos dois e disse:
- Eu não estou com medo e eu vou provar para vocês!
Hugo franziu a testa. Raquel virou o pescoço.
- Aquela casa nem causa tanto medo assim. É somente uma casa velha e abandonada.
Eduardo pareceu satisfeito em botar tudo para fora. Encarou mais uma vez os irmãos e se virou.
- Acalme-se... é véspera de natal. Se você não se comportar sabe que não ganhará presente do papai Noel.
As bochechas de Eduardo ficaram vermelhas.
- Quero ver se você vai ter coragem de entrar. Sabemos que você não é de nada! – avisou Hugo, rindo. – Não é mesmo Raquel?
A garota mexeu os lábios para indicar um sorriso.
- Acho que você tem toda a razão. Ele nunca foi de nada mesmo!
O sol de meio-dia ficava cada vez mais forte. Mas Eduardo ficou ali, com os irmãos, perto do alambrado, observando a casa das bruxas. Olhavam-na fixamente; parecia que alguma coisa os atraia para dentro; talvez fosse por isso que ninguém se atrevia a chegar perto dela. E Raquel olhou para o poço e viu centenas de gralhas, negras como a noite, com aqueles olhos amarelos como o sol, fixados na casa. O som que elas faziam assustava cada vez mais Eduardo que, estava atrás de Hugo e de Raquel. A árvore seca e sem vida em frente a casa não parava de mexer os galhos com a força do vento. Tudo ao redor era morto e vazio. As árvores em torno da propriedade antiga estavam com os galhos secos e retorcidos para baixo, as flores do jardim estavam podres e murchas, e a terra seca e empedrada como um deserto. Ao contrário do lado onde eles estavam; um campo verde e florido.
- Vocês não vêm? – repetia Eduardo a toda hora. – Se vocês quiserem ficar aqui tudo bem. Mas eu vou embora!
Hugo pensou por um instante. Olhou a casa novamente e agarrou a mão de Raquel para ajudá-la a subir a ribanceirazinha.
- Eu não sei o que vocês viram nessa casa horrorosa. O nome mesmo já diz: Casa dos Horrores. Sabe... eu não vi nada de interessante nela...
- Não seja tão modesto... Edu. Eu sei que você se interessou pela casa mais do que a gente nela – cortou Hugo, passando com a irmã pelo balanço de pneu.
Eduardo estremeceu ao falar.
- Eu? Vocês estão loucos ou o quê? – ofegou ele. – Vocês ouviram o que Gabriel falou: afastem-se daquela casa.
- Ele não falou exatamente isso – corrigiu Raquel, soltando a mão de Hugo e esmurrando o vento. – Ele disse apenas; é a casa abandonada mais assustadora dessa redondeza.
Eduardo a encarou e resmungou:
- Mas mesmo assim. Não podemos ir lá.
O pouco de ânimo que Raquel sentira despencou.
- Ei... espera aí... eu sou uma menina e não estou com tanto medo quanto você. Eduzinho da mamãe.
Hugo riu.
- Não estou com medo! – disse Eduardo, rangendo os dentes.
- Está sim – zombava Raquel, tentando alcançar as orelhas do irmão para lhe dar um beliscão. –, olha a sua cara.
Eduardo ficou calado.
- Inho... inho... inho... o Eduzinho tem medinho – cantarolavam Raquel e Hugo.
Eduardo parou bufando. Olhou no rosto dos dois e disse:
- Eu não estou com medo e eu vou provar para vocês!
Hugo franziu a testa. Raquel virou o pescoço.
- Aquela casa nem causa tanto medo assim. É somente uma casa velha e abandonada.
Eduardo pareceu satisfeito em botar tudo para fora. Encarou mais uma vez os irmãos e se virou.
- Acalme-se... é véspera de natal. Se você não se comportar sabe que não ganhará presente do papai Noel.
As bochechas de Eduardo ficaram vermelhas.
- Quero ver se você vai ter coragem de entrar. Sabemos que você não é de nada! – avisou Hugo, rindo. – Não é mesmo Raquel?
A garota mexeu os lábios para indicar um sorriso.
- Acho que você tem toda a razão. Ele nunca foi de nada mesmo!
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