Hugo era o mais velho. Tinha quinze anos, e sentia-se o responsável pela casa, pela mãe e pelos irmãos, depois da morte do pai. Trabalhava como entregador para o Sr. Vitélio, o padeiro da esquina, ganhando vinte e cinco centavos por cada dezena de pães entregue. Eduardo tinha doze anos, era o mais levado (talvez fosse por saudade do pai) e Raquel, a caçula com nove anos.
Hugo não estava em casa naquela manhã e a Sra. Petre ficara com Eduardo e Raquel: estavam na cozinha tomando o café da manhã. Um barulho de batida soou da porta da sala e a mulher estremeceu. Depois de três segundos mais uma batida acompanhada de uma voz rouca e apática.
- Abra Sra. Petre. É o Sr. Klaus – berrou o homem do lado de fora. Batia a porta como se estivesse martelando um prego. – Trouxe um Oficial de Justiça. Abra essa porta de uma vez.
Ao ouvir isso, a Sra. Petre se desesperou.
- Já estou indo Sr. Klaus – avisou ela, indo até a porta e abrindo-a. Viu em primeiro plano a cara pálida do velho de cabelos prateados acompanhado de um homem de terno.
- Entre Sr. Oficial – mandou ele, empurrando a porta com a bengala. – Como vê, essa é uma família que não tem mais como pagar o aluguel.
O velho fixou na mulher um olhar severo.
- Só mais alguns dias. Por favor, Sr. Klaus – implorou a mulher, fechando a porta e acompanhando o velho e o Oficial de Justiça. – Não temos...
- Mostre a ordem de despejo Sr. Oficial – disse o Sr. Klaus, interrompendo a mulher.
A Sra. Petre suspirou.
- O senhor não pode fazer isso!
O velho mudara o seu rosto para um tom furioso.
- Essa casa me pertence. E vocês estão fora dela. Já. Arrumem as suas coisas e saiam daqui imediatamente.
Eduardo se afastou da mesa e se aproximou da janela.
- Mamãe.
- Agora não, Edu!
- Arrume as suas tralhas e saia daqui, ou... serei obrigado a mandá-lhe presa – retorquiu secamente o velho, fazendo um sinal com a cabeça para o Oficial de Justiça. – E garanto que a senhora não irá querer ver os seus filhos em um orfanato ou em um abrigo qualquer, certo?
- Tenha paciência. Por favor. Eu prometo que amanhã sairemos da sua casa – implorou novamente a mulher, esfregando os olhos com os dedos.
A Sra. Petre inspirou profundamente e continuou:
- Sr. Klaus. Hugo não está em casa.
- Lamento – respondeu o velho com frieza.
Eduardo viu o velho sair da sala e bater a porta.
- Olhe aquilo – falou o garoto, indicando da janela três policiais conversando com o Oficial de Justiça.
- Meu Deus... o que faremos agora? – gaguejou a mulher, sentando-se na cadeira velha que estava no canto da parede. – Arrumem tudo queridos... Vamos.
Hugo não estava em casa naquela manhã e a Sra. Petre ficara com Eduardo e Raquel: estavam na cozinha tomando o café da manhã. Um barulho de batida soou da porta da sala e a mulher estremeceu. Depois de três segundos mais uma batida acompanhada de uma voz rouca e apática.
- Abra Sra. Petre. É o Sr. Klaus – berrou o homem do lado de fora. Batia a porta como se estivesse martelando um prego. – Trouxe um Oficial de Justiça. Abra essa porta de uma vez.
Ao ouvir isso, a Sra. Petre se desesperou.
- Já estou indo Sr. Klaus – avisou ela, indo até a porta e abrindo-a. Viu em primeiro plano a cara pálida do velho de cabelos prateados acompanhado de um homem de terno.
- Entre Sr. Oficial – mandou ele, empurrando a porta com a bengala. – Como vê, essa é uma família que não tem mais como pagar o aluguel.
O velho fixou na mulher um olhar severo.
- Só mais alguns dias. Por favor, Sr. Klaus – implorou a mulher, fechando a porta e acompanhando o velho e o Oficial de Justiça. – Não temos...
- Mostre a ordem de despejo Sr. Oficial – disse o Sr. Klaus, interrompendo a mulher.
A Sra. Petre suspirou.
- O senhor não pode fazer isso!
O velho mudara o seu rosto para um tom furioso.
- Essa casa me pertence. E vocês estão fora dela. Já. Arrumem as suas coisas e saiam daqui imediatamente.
Eduardo se afastou da mesa e se aproximou da janela.
- Mamãe.
- Agora não, Edu!
- Arrume as suas tralhas e saia daqui, ou... serei obrigado a mandá-lhe presa – retorquiu secamente o velho, fazendo um sinal com a cabeça para o Oficial de Justiça. – E garanto que a senhora não irá querer ver os seus filhos em um orfanato ou em um abrigo qualquer, certo?
- Tenha paciência. Por favor. Eu prometo que amanhã sairemos da sua casa – implorou novamente a mulher, esfregando os olhos com os dedos.
A Sra. Petre inspirou profundamente e continuou:
- Sr. Klaus. Hugo não está em casa.
- Lamento – respondeu o velho com frieza.
Eduardo viu o velho sair da sala e bater a porta.
- Olhe aquilo – falou o garoto, indicando da janela três policiais conversando com o Oficial de Justiça.
- Meu Deus... o que faremos agora? – gaguejou a mulher, sentando-se na cadeira velha que estava no canto da parede. – Arrumem tudo queridos... Vamos.
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Bom!
ResponderExcluirE meu irmão, vc vai muito longe,pq vc tem força de votade.
ResponderExcluirA sua familia esta junto a vc sempre.
Te amo muito e sucesso na sua vida daqui pra frente!!!
Se essa é a primeira página...imaginem o restante do livro!!!! Meu Deus... Adorei.
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